Use Melhor18/09/2026Laboratório de IA5 min de leituraAtualizado em 20/09/2026

Gemini Antigravity 09-2026: o que muda na API e como migrar antes de 5/10

A versão 09-2026 substitui a preview 05-2026. Veja quem só precisa trocar o agente, quem deve adaptar tool calls e como testar a migração antes de 5 de outubro.

Notebook em mesa de trabalho com símbolo colorido de IA, painéis de código e arquivos conectados e calendário marcando 5 de outubro.

Em resumo: o Google lançou o Antigravity Agent 09-2026 em 17 de setembro de 2026 com o identificador antigravity-preview-09-2026. Ele substitui e deprecia antigravity-preview-05-2026, cuja desativação está marcada para 5 de outubro de 2026. Para integrações que usam environment: "remote" e consomem apenas output_text ou etapas model_output, a orientação oficial é trocar o identificador do agente. Já quem executa ferramentas localmente ou interpreta etapas function_call precisa adaptar o esquema das ferramentas incorporadas. As mudanças foram detalhadas nas release notes da Gemini API e o prazo aparece na página oficial de deprecações.

O que muda do Antigravity 05-2026 para o 09-2026

A principal quebra de compatibilidade está na camada de ferramentas. Os nomes de algumas funções mudaram, os parâmetros passam a usar PascalCase em vez de snake_case e a edição de arquivos deixa de depender de regravações completas para trabalhar com substituições por intervalo de linhas.

Capacidade 05-2026 09-2026 Impacto na migração
Identificador do agente antigravity-preview-05-2026 antigravity-preview-09-2026 Todos os projetos precisam apontar para a nova versão antes da desativação da antiga.
Criação de arquivo write_file(path, content) write_to_file(TargetFile, CodeContent, Overwrite, Description) Atualize nome da ferramenta, nomes dos argumentos e qualquer validador que dependa do payload antigo.
Edição de arquivo write_file(path, content), com regravação completa replace_file_content(TargetFile, StartLine, EndLine, TargetContent, ReplacementContent) O executor local precisa aceitar edição por intervalo de linhas e os novos campos.
Leitura de arquivo read_file(path, offset, limit), com offsets de bytes view_file(AbsolutePath, StartLine, EndLine, ContentOffset) Parsers e mocks precisam acompanhar o novo nome e o novo conjunto de parâmetros.
Listagem de diretório list_files(path) list_dir(DirectoryPath) Chamadas e regras baseadas no nome antigo precisam ser revistas.
Busca por arquivos e código Sem ferramenta dedicada, com uso de comandos de shell pelo agente find_by_name(SearchDirectory, Pattern, MaxDepth) e grep_search(SearchPath, Query, IsRegex) Há duas ferramentas incorporadas específicas que podem aparecer em function_call.
Execução de shell code_execution(command, timeout_seconds) Sem mudança indicada Não há migração de assinatura documentada para essa ferramenta.
Busca na web google_search(queries) Sem mudança indicada Não há migração de assinatura documentada para essa ferramenta.

Quem pode migrar apenas trocando o identificador do agente

O caso mais simples é o de aplicações que deixam o Antigravity operar dentro do sandbox remoto do Google e só leem o resultado final. A release note é explícita: se a chamada usa environment: "remote" e a aplicação consome apenas output_text ou etapas model_output, basta atualizar a string do agente para antigravity-preview-09-2026. Nesse fluxo, a aplicação não precisa implementar localmente as ferramentas de sistema de arquivos nem interpretar seus argumentos.

Ainda assim, vale fazer um teste de fumaça antes de publicar a alteração. O objetivo é verificar autenticação, criação da interação, status final, leitura da saída e qualquer lógica própria de timeout, streaming ou persistência que exista ao redor da API.

Quem precisa alterar código além da string do agente

A migração exige mais trabalho quando a integração usa local_environment ou examina diretamente etapas function_call. Nesses casos, o software passa a enxergar nomes e parâmetros diferentes para as ferramentas incorporadas. Isso afeta especialmente adaptadores locais, roteadores de ferramentas, validadores de argumentos, filtros de auditoria e testes que tenham fixtures baseadas no esquema 05-2026.

  • Parâmetros: a documentação informa a troca de snake_case para PascalCase nas ferramentas modificadas.
  • Nomes das ferramentas: write_file, read_file e list_files deixam de representar as mesmas operações da forma antiga.
  • Busca no sistema de arquivos: find_by_name e grep_search entram no conjunto documentado da versão 09-2026.
  • Parsing de function_call: qualquer lógica que faça dispatch pelo campo de nome da função ou valide argumentos por chave precisa aceitar o novo esquema.

O que muda especificamente nas edições de arquivos

A mudança mais importante para integrações com ferramentas locais está em replace_file_content. Na preview 05-2026, a mesma ferramenta write_file(path, content) podia ser usada para regravar o arquivo inteiro. Na 09-2026, a edição passa a ser descrita com TargetFile, StartLine, EndLine, TargetContent e ReplacementContent.

Na prática, um executor local não deve mais presumir que toda alteração chegará como o conteúdo completo de um arquivo. Ele precisa estar preparado para aplicar uma substituição em um trecho delimitado por linhas e para validar o conteúdo-alvo antes de gravar a substituição. Já a criação de novos arquivos usa write_to_file, com campos próprios para destino, conteúdo, sobrescrita e descrição.

A leitura também muda de referência: read_file, que documentava offset e limite em bytes, é substituída por view_file, com caminho absoluto, linhas inicial e final e um deslocamento de conteúdo. Se sua integração calcula offsets, reconstrói trechos ou mantém snapshots para testes, esse é um ponto que merece validação específica.

Checklist de migração antes de 5 de outubro

  1. Localize o uso da versão antiga: procure por antigravity-preview-05-2026 em código, variáveis de ambiente, arquivos de configuração e testes.
  2. Troque para antigravity-preview-09-2026: faça a alteração primeiro em um ambiente de teste ou em uma fatia controlada de tráfego.
  3. Classifique seu fluxo: confirme se você usa apenas environment: "remote" e saída final, ou se executa ferramentas localmente e interpreta function_call.
  4. Atualize o dispatch de ferramentas: implemente os novos nomes e as chaves em PascalCase para criação, edição, leitura, listagem e busca de arquivos.
  5. Revise a edição de arquivos: teste substituições por intervalo de linhas, inclusive casos em que o conteúdo-alvo não corresponda ao esperado.
  6. Atualize mocks, validações e observabilidade: logs, métricas, allowlists e testes que dependem dos nomes antigos podem precisar de ajuste.
  7. Faça testes de regressão: valide tarefas que criam, editam, leem e pesquisam arquivos, além de chamadas que usam code_execution e google_search.
  8. Conclua a publicação antes do prazo: o Google registra 5 de outubro de 2026 como data de desligamento de antigravity-preview-05-2026.

O que não muda e o que o prazo realmente significa

Nas release notes, code_execution(command, timeout_seconds) e google_search(queries) aparecem sem mudança. O prazo de 5 de outubro se aplica especificamente à preview antigravity-preview-05-2026, não à Gemini API inteira. A página de deprecações lista antigravity-preview-09-2026 como substituto e, em 18 de setembro de 2026, não informa data de desligamento para a nova versão.

O Google também mantém o Antigravity como recurso em Public Preview. O guia atual do Antigravity Agent o descreve como um agente gerenciado de uso geral, disponível pela Interactions API e pelo Google AI Studio, com execução de código, gerenciamento de arquivos e acesso à web em sandbox. Por estar em preview, recursos e esquemas ainda podem mudar, então vale evitar dependências rígidas desnecessárias no formato interno das etapas.

Fontes oficiais para acompanhar a migração

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