No último ranking amplo que permite colocar Flamengo, Vasco, Botafogo e Fluminense lado a lado com um critério semelhante, o Flamengo aparece na frente entre os clubes cariocas. O levantamento do ge, publicado em 30 de janeiro de 2026, registrou 118 mil sócios adimplentes no Nação, 67.739 no Sócio Gigante do Vasco, 52.929 no Camisa 7 do Botafogo e 38.932 no Sócio Futebol do Fluminense.
A ordem, portanto, é Flamengo, Vasco, Botafogo e Fluminense. Mas esse resultado precisa ser lido com duas ressalvas importantes. A primeira é que os clubes não usam exatamente a mesma regra interna para definir quando um associado entra ou sai da base de adimplentes. A segunda é que o número do Flamengo não era uma atualização de janeiro: o clube não informou uma nova parcial ao levantamento, e o ge usou como referência os 118 mil adimplentes apresentados pelo presidente do clube para novembro de 2025. Por isso, o próprio ranking marcou o valor rubro-negro como aproximado.
O ranking carioca mais comparável disponível em 2026
O recorte de 30 de janeiro de 2026 foi construído para comparar sócios em dia nos programas dos clubes. No ranking nacional publicado pelo ge, o Flamengo ficou em quarto lugar, o Vasco em nono, o Botafogo em 11º e o Fluminense em 15º.
Entre os cariocas, a diferença entre o primeiro e o segundo colocado era grande: os 118 mil atribuídos ao Flamengo superavam em pouco mais de 50 mil a base de 67.739 do Vasco. O Vasco, por sua vez, tinha quase 15 mil adimplentes a mais que o Botafogo. O Botafogo aparecia cerca de 14 mil acima do Fluminense.
Esses números respondem à pergunta sobre qual programa era maior no último recorte comparável, mas não medem tamanho de torcida, audiência, receita ou número total de pessoas cadastradas em cada plataforma. A métrica central do levantamento era a quantidade de associados adimplentes informada por cada clube, com as particularidades de cada programa.
Flamengo: 118 mil, com ressalva de data
O Flamengo lidera o recorte carioca com 118 mil sócios-torcedores. O ponto decisivo é a origem desse número. Segundo o ge, o clube não divulgou uma atualização específica para janeiro de 2026. A referência veio de dados apresentados no fim de dezembro de 2025, segundo os quais a base havia chegado a 118 mil adimplentes em novembro.
Isso não invalida a liderança, porque a distância para os demais cariocas era expressiva, mas impede tratar os 118 mil como um contador oficial de 30 de janeiro. O valor deve ser lido como a melhor referência disponível para o Flamengo naquele levantamento, e não como uma fotografia perfeitamente sincronizada com os outros três clubes.
O programa Nação continuou ativo em 2026. O Flamengo manteve planos voltados tanto ao torcedor que frequenta o Maracanã quanto ao público de outras regiões do país, além de seguir usando a condição de sócio-torcedor como critério de prioridade na venda de ingressos ao longo da temporada.
Vasco: 67.739 e a maior alta entre os quatro
O Vasco aparece em segundo entre os cariocas, com 67.739 sócios adimplentes. No levantamento anterior do ge, de 31 de julho de 2025, eram 44.150. A diferença é de 23.589 associados, alta de 53% no recorte usado pela pesquisa.
Foi a mudança mais forte entre os quatro grandes do Rio no período. Em termos práticos, o Vasco saiu de uma posição bem atrás do Botafogo em julho de 2025 para ultrapassá-lo na pesquisa de janeiro de 2026.
O Sócio Gigante continuou sendo usado pelo clube em 2026 para benefícios e acesso a ingressos. Informativos oficiais de partidas em agosto ainda direcionavam os associados ao programa, mostrando que a estrutura seguia ativa depois do levantamento de janeiro.
Botafogo: 52.929 antes da reformulação de abril
O Botafogo tinha 52.929 sócios adimplentes no levantamento de janeiro. Em julho de 2025, a pesquisa havia registrado 68.592. A queda foi de 15.663 associados, ou 23% no intervalo comparado pelo ge.
Esse número, porém, é anterior a uma mudança relevante no próprio produto. Em 16 de abril de 2026, o Botafogo reformulou o Camisa 7, lançou novos planos e atualizou benefícios. Entre as novidades estava o plano Nossa Gente, de entrada mais barata, além de novas categorias e ajustes nas existentes.
Isso é um bom exemplo do motivo pelo qual não se deve transformar o ranking de janeiro em um contador permanente do ano. O dado de 52.929 é válido para aquele recorte; depois dele, o desenho comercial do programa mudou, e uma comparação atual exigiria uma nova coleta dos quatro clubes sob o mesmo critério.
Fluminense: 38.932 e pouca variação no recorte
O Fluminense aparece em quarto entre os cariocas, com 38.932 sócios adimplentes. Em julho de 2025, eram 39.597 no recorte comparativo do ge. A diferença foi de 665 associados a menos, queda de aproximadamente 2%.
O movimento foi bem menor que os observados em Vasco e Botafogo. O Sócio Futebol permaneceu ativo em 2026, com planos, check-ins e ações próprias do clube. Isso também reforça a necessidade de separar duas perguntas: qual era o tamanho comparável da base no levantamento de janeiro e qual pode ser o número exibido ou administrado pelo clube meses depois.
Por que os números são comparáveis, mas não idênticos
O próprio levantamento do ge faz uma ressalva metodológica importante: os critérios usados para contabilizar sócios variam de acordo com as regras de cada clube. Em outras palavras, o ranking tenta aproximar a mesma ideia - associados em dia - mas não transforma quatro programas diferentes em uma base estatística perfeitamente padronizada.
Há clubes que retiram um associado da base depois de determinado período de inadimplência, enquanto outros podem usar janelas e regras diferentes. Também existem planos com preços, benefícios, duração e formas de adesão distintas. Uma reformulação que cria uma categoria mais barata, por exemplo, pode aumentar a base sem que isso signifique uma mudança proporcional em receita.
Por isso, o ranking de sócios-torcedores não deve ser confundido com ranking de receitas. Um clube pode ter menos associados e planos mais caros; outro pode ter uma base maior com categorias populares. Também não é um ranking de torcidas, porque mede adesão a um programa comercial e de relacionamento, não o número total de torcedores.
O que mudou desde julho de 2025
O recorte anterior ajuda a entender por que a data precisa acompanhar qualquer número de sócios-torcedores. Em 31 de julho de 2025, o Flamengo aparecia com cerca de 100 mil, o Botafogo com 68.592, o Vasco com 44.150 e o Fluminense com 39.597 no quadro comparativo usado pelo ge.
Seis meses depois, a ordem entre Vasco e Botafogo havia se invertido. O Vasco cresceu 53% no intervalo e passou a ocupar a segunda posição carioca. O Botafogo caiu 23% no mesmo recorte e foi para terceiro. O Fluminense variou pouco, enquanto o Flamengo passou de cerca de 100 mil para a referência de 118 mil, embora esse último valor tenha a ressalva de ser aproximado e corresponder a novembro de 2025.
A mudança de posições em poucos meses mostra por que números antigos podem produzir respostas erradas. Em dezembro de 2024, por exemplo, levantamentos chegaram a apontar o Botafogo na liderança carioca. Em janeiro de 2026, a fotografia era outra.
Por que não basta juntar quatro números atuais de páginas diferentes
A tentação é simples: abrir o site de cada clube, anotar o número que aparecer e montar um ranking. O problema é que isso pode misturar datas e definições diferentes. Um portal pode mostrar associados ativos, outro adimplentes, outro contratos vigentes e outro não ter contador público. Mesmo quando dois sites usam a palavra sócio, a regra por trás do total pode não ser a mesma.
A comparação fica ainda mais frágil quando um programa é reformulado no meio do ano. O Camisa 7 do Botafogo mudou em abril de 2026; o Flamengo continuou desenvolvendo o Nação; Vasco e Fluminense mantiveram seus programas e rotinas de benefícios. Cada alteração pode mudar preço, público-alvo, forma de adesão e composição da base.
Por isso, para responder quem tem mais sócios-torcedores com algum rigor, vale priorizar levantamentos que façam a coleta no mesmo período e explicitem a métrica. Quando isso não for possível, a data e a origem de cada número precisam aparecer ao lado do resultado.
Então, qual clube carioca tem mais sócios-torcedores em 2026?
Pelo último ranking comparável encontrado para os quatro grandes do Rio, o Flamengo é o líder, com referência de 118 mil sócios adimplentes. Depois vêm Vasco, com 67.739, Botafogo, com 52.929, e Fluminense, com 38.932.
A leitura correta é: esse é o melhor recorte comparável publicado em 30 de janeiro de 2026, não um placar em tempo real de agosto. O número do Flamengo é aproximado e se refere a novembro de 2025, e os critérios internos de adimplência não são perfeitamente iguais entre os clubes.
Até 27 de agosto de 2026, os quatro programas continuam ativos, mas não há, no material consultado, um levantamento posterior que atualize simultaneamente Flamengo, Vasco, Botafogo e Fluminense sob a mesma lógica de adimplência. Para uma comparação editorialmente segura, o ranking de janeiro continua sendo a referência mais consistente - desde que as ressalvas de data e método acompanhem os números.





