Bastidores e Gestão RJ19/09/2026Redação do Futebol Carioca5 min de leituraAtualizado em 23/09/2026

Maracanã prepara recuperação do gramado após a NFL: o plano até Fluminense x Coritiba

O estádio planeja turnos dobrados, reparos imediatos e avalia até trocar todo o gramado após a NFL, com cerca de dez dias para preparar o campo para o próximo jogo.

Equipe de manutenção trabalha à noite no gramado de um estádio iluminado, com rolos de grama e trechos de solo exposto em primeiro plano.

O Maracanã prepara uma operação especial para recuperar o gramado depois do jogo da NFL entre Baltimore Ravens e Dallas Cowboys, marcado para 27 de setembro de 2026. A prioridade é aproveitar a janela sem futebol que começa logo após o evento e entregar o campo em condições de receber Fluminense x Coritiba, previsto para 8 de outubro. A administração admite que ainda não sabe qual será o nível exato de dano causado pelo futebol americano, por isso trabalha com alternativas que vão de reparos localizados à troca completa do piso.

Qual é a janela disponível para recuperar o gramado

O calendário deixa cerca de dez dias úteis de intervenção entre o fim do evento da NFL e a véspera do retorno do futebol ao estádio. O UOL Esporte informou que o plano emergencial prevê ampliar as equipes e dobrar os turnos de trabalho. A próxima partida prevista no Maracanã é Fluminense x Coritiba, em 8 de outubro.

Essa janela é curta para uma reforma profunda. Uma eventual substituição integral do gramado pode exigir até 12 dias, segundo a apuração publicada pelo UOL. Por isso, a decisão final depende do estado em que o campo terminar o jogo da NFL, da condição do solo e, principalmente, do clima nos dias seguintes.

O que será feito logo depois do jogo da NFL

A operação foi montada para começar imediatamente após o evento. O plano informado pela gestão e apurado pela imprensa inclui:

  • avaliação rápida das áreas mais afetadas, para decidir onde será necessário trocar placas ou rolos de grama;
  • turnos dobrados e trabalho durante a madrugada, reduzindo o tempo ocioso entre as etapas;
  • reforço de pessoal, com uma equipe própria do Maracanã trabalhando junto aos funcionários da Greenleaf, responsável pela manutenção do campo;
  • trocas parciais imediatas nas regiões que não responderem ao tratamento convencional;
  • manutenção intensiva, com fertilização, ventilação e iluminação artificial já utilizadas na rotina do estádio.

O CEO do Maracanã, Fred Nantes, afirmou que não é possível garantir antecipadamente como o gramado reagirá ao evento, mas disse que a gestão trabalha para que o campo esteja apto para o compromisso do Fluminense. Isso significa uma expectativa operacional de uso, não uma garantia de que o aspecto visual ou a qualidade esportiva estarão no nível ideal.

A troca completa do gramado ainda está em avaliação

Além dos reparos localizados, a administração estuda substituir todo o tapete de grama a partir de 28 de setembro. Há campos de reserva plantados em uma fazenda em Saquarema, no estado do Rio de Janeiro, que poderiam fornecer o material. A alternativa, porém, enfrenta dois limites práticos.

O primeiro é o tempo. A instalação completa pode levar até 12 dias, enquanto a janela antes de Fluminense x Coritiba é menor. O segundo é o clima. O ge informou que a grama de reserva precisa estar seca para ser colhida em rolos e transportada. Uma sequência de dias chuvosos pode impedir essa operação e manter o plano concentrado em reparos parciais.

Por que a chuva pesa tanto na decisão

A gestão do estádio atribui parte da deterioração do campo em 2026 à combinação de uso intenso, umidade elevada, temperaturas acima da média para o período e pouco intervalo de recuperação. Em apresentação feita em setembro, o consórcio informou que a proporção de partidas com chuva no dia do jogo ou nas 24 horas anteriores passou de 20% em 2025 para 46% em 2026.

Com o solo encharcado, máquinas pesadas não podem entrar sem risco de marcar ainda mais a superfície. Isso limita procedimentos de correção justamente quando a janela entre eventos é pequena. O Maracanã também informou que chegará ao fim de setembro com 58 partidas realizadas no ano e que o contrato de concessão exige ao menos 70 jogos anuais, segundo dados apresentados pelo próprio consórcio e reproduzidos pelo ge.

O Maracanã também tenta reduzir o impacto antes da NFL

A recuperação pós-evento não é a única frente. Antes do jogo, o Maracanã buscou informações com a equipe da Neo Química Arena sobre os cuidados adotados em partidas anteriores de futebol americano. Como os estádios usam espécies de grama diferentes, a gestão afirmou que não pretende simplesmente repetir o mesmo protocolo.

Outro cuidado envolve a pintura do campo. O gramado da NFL recebe marcações próprias, incluindo jardas, áreas de pontuação e identidade visual do evento. Segundo o ge, a administração planejou testar previamente tinta e produto removedor em uma área de viveiro fora do campo principal, para verificar a reação da grama antes da aplicação.

Quando acontece o jogo da NFL e qual é o próximo compromisso

Data Evento Impacto no cronograma
27/09/2026 Baltimore Ravens x Dallas Cowboys, NFL Rio Game Evento que aciona a operação emergencial de recuperação
28/09 a 07/10 Janela principal de manutenção Período para reparos, trocas parciais e eventual substituição mais ampla
08/10/2026 Fluminense x Coritiba Primeiro jogo de futebol previsto no estádio após a NFL

A NFL confirma que Ravens e Cowboys jogam no Maracanã em 27 de setembro, às 17h25 de Brasília. Para a manutenção, o dado mais importante é que o futebol volta ao estádio pouco depois, deixando uma margem estreita para qualquer intervenção de maior porte.

O que esperar do gramado em 8 de outubro

A informação mais segura, neste momento, é que a gestão planeja entregar um campo utilizável para Fluminense x Coritiba. Não há base para afirmar que o gramado estará totalmente recuperado ou visualmente uniforme, porque o resultado dependerá dos danos do evento, da resposta da grama aos tratamentos e da quantidade de chuva na janela de manutenção.

Se houver dano localizado, a tendência é priorizar substituições parciais e tratamento intensivo. Se a condição for mais severa e houver clima favorável, a troca completa pode voltar à mesa. A operação, portanto, funciona como um plano adaptativo: a equipe decidirá a profundidade da intervenção a partir do diagnóstico feito depois da NFL.

A solução de longo prazo está prevista para dezembro

Independentemente do que ocorrer entre setembro e outubro, o Maracanã já anunciou uma mudança estrutural para o fim da temporada. Depois do Campeonato Brasileiro, o estádio pretende substituir a atual Bermuda Celebration pela Celebration Hybrid, variedade apresentada pela gestão como mais resistente e com recuperação mais rápida, inclusive em condições de frio e sombra.

Essa troca de dezembro é separada da operação emergencial pós-NFL. Até lá, o objetivo é manter o campo funcional por meio de manutenção intensiva, reparos pontuais e decisões condicionadas pelo calendário e pelo clima.

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