Apps e Dispositivos10/09/2026Núcleo de Segurança Digital5 min de leituraAtualizado em 16/09/2026

CVE-2026-87464 no Chrome 153: versões corrigidas e como verificar a atualização do WebGL

Veja quais builds do Chrome 153 corrigem a CVE-2026-87464, como conferir a versão instalada e por que “crítica” não significa, por si só, exploração ativa.

Notebook exibindo Chrome 153 atualizado, com alerta da CVE-2026-87464, cubo WebGL e escudo de segurança em uma cena tecnológica azul.

Resposta curta: para a CVE-2026-87464, não basta ver “Chrome 153”. O ponto de corte publicado para a correção é 153.0.8010.36. No lançamento estável de 8 de setembro de 2026, o Google distribuiu 153.0.8010.36 no Linux e 153.0.8010.36/.37 no Windows e macOS; no Android, a versão publicada foi 153.0.8010.36 e o Google informa que ela contém as mesmas correções de segurança das versões de desktop correspondentes, salvo indicação em contrário.

Quais versões do Chrome já corrigem a CVE-2026-87464?

A falha aparece no boletim do Chrome 153 como crítica e do tipo use after free no WebGL. O próprio registro da vulnerabilidade define como afetadas as versões anteriores a 153.0.8010.36. Na prática, para os canais cobertos pelo anúncio de segurança, use a tabela abaixo como referência mínima.

Plataforma Versão corrigida publicada Como interpretar
Windows 153.0.8010.36 ou 153.0.8010.37 153.0.8010.36 ou posterior já ultrapassa o piso da correção.
macOS 153.0.8010.36 ou 153.0.8010.37 153.0.8010.36 ou posterior já ultrapassa o piso da correção.
Linux 153.0.8010.36 153.0.8010.36 ou posterior é a referência mínima publicada.
Android 153.0.8010.36 O Google diz que essa versão leva as mesmas correções de segurança do desktop correspondente, salvo exceções informadas.

O detalhe importante é o quarto bloco do número. Houve builds Early Stable do Chrome 153 antes do lançamento geral, inclusive 153.0.8010.27/.28 no Windows em 3 de setembro. Portanto, ter o número principal 153 não prova que a correção está instalada; é preciso conferir a versão completa.

Como verificar a versão instalada no computador

  1. Abra o Chrome.
  2. Abra o menu de três pontos e acesse Ajuda > Sobre o Google Chrome.
  3. Leia o número completo exibido abaixo de “Google Chrome”. A própria página verifica se há atualizações.
  4. Se houver atualização pendente, instale-a e clique em Reiniciar. A atualização disponível só fica efetivamente aplicada depois que o navegador reinicia.
  5. Compare o número final com o piso 153.0.8010.36. Se for 153.0.8010.36, 153.0.8010.37 ou uma versão posterior, a correção está incluída no ramo publicado pelo Google.

No Linux, o Google orienta usar o gerenciador de pacotes para atualizar o Chrome. Em computadores gerenciados por empresa ou escola, políticas de implantação podem atrasar a chegada de um build; por isso, a versão realmente exibida no dispositivo é mais útil do que presumir que a atualização automática já ocorreu.

Como conferir no Android

No Android, abra o Chrome e vá a Mais > Configurações > Sobre o Chrome para conferir a versão instalada. Para atualizar, use a Play Store em Gerenciar apps e dispositivos e procure o Chrome entre as atualizações disponíveis. A versão 153.0.8010.36 foi anunciada em 8 de setembro e seria distribuída pela Play Store ao longo dos dias seguintes.

Se a Play Store ainda mostrar uma versão anterior, o rollout pode não ter chegado ao aparelho. Nesse caso, não use apenas “Chrome 153” como critério: confirme os quatro blocos do número antes de considerar a CVE corrigida.

WebGL tem uma atualização separada?

Não há, para o usuário comum, um “patch do WebGL” instalado separadamente do Chrome. O WebGL é uma capacidade do navegador e a CVE-2026-87464 foi corrigida dentro do build do Chrome. Assim, a verificação prática é confirmar o número da versão do navegador e reiniciá-lo após a atualização, não procurar uma versão independente do WebGL.

Também não é necessário desativar WebGL como substituto permanente para a atualização. A ação prioritária é receber o build corrigido. Mudanças de configuração podem quebrar gráficos 3D e aplicações web e não substituem o patch oficial.

O que “crítica” significa — e o que não significa

Nas diretrizes do Chromium, a categoria Critical/S0 é reservada a problemas capazes de romper limites de segurança de alto impacto, como permitir leitura ou gravação arbitrária de recursos com os privilégios do usuário em cenários compatíveis com a falha. Para a CVE-2026-87464, o anúncio público confirma um use after free no WebGL e classifica a vulnerabilidade como crítica.

Isso não significa automaticamente que a CVE-2026-87464 esteja sendo explorada ativamente na internet. No mesmo boletim, o Google fez uma declaração explícita de exploração “in the wild” para CVE-2026-87491, e não para a CVE-2026-87464. Essa diferença é útil: severidade mede o impacto potencial e as condições de segurança do bug; exploração ativa é uma informação separada.

Também não é possível concluir, apenas pela palavra “crítica”, que qualquer página WebGL consegue explorar a falha, que todos os dispositivos têm exatamente o mesmo caminho de exploração ou que detalhes técnicos completos já estão públicos. O Google informa que pode restringir links e detalhes dos bugs até que a maioria dos usuários esteja atualizada.

E iPhone, iPad e Chromebook?

Os números acima são os que o Google publicou para os canais de desktop e Android ligados a esse pacote de correções. O Chrome para iOS e o ChromeOS têm cadências e builds próprios. Por isso, não compare mecanicamente uma versão de iPhone/iPad ou Chromebook com o piso 153.0.8010.36 da tabela. No Chromebook, o próprio suporte do Google orienta atualizar o sistema operacional; no iOS, use a atualização disponibilizada pela App Store e as notas específicas do canal.

Checklist rápido

  • Confira a versão completa, não apenas “Chrome 153”.
  • No Windows, macOS e Linux, procure 153.0.8010.36 ou posterior.
  • No Android, confirme 153.0.8010.36 ou posterior.
  • Reinicie o Chrome depois da atualização para aplicar o novo build.
  • Não procure um atualizador separado para WebGL.
  • Não trate “crítica” como sinônimo de “explorada ativamente”.

Fontes

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