Compras e Garantias03/08/2026Núcleo de Consumo e Direitos8 min de leituraAtualizado em 16/09/2026

Anvisa determina apreensão de lote falsificado de Omegafor Plus: como conferir antes de usar

A medida atinge apenas o lote B25 2501951, validade 08/27. Veja onde conferir os dados, o que fotografar e quais comprovantes guardar.

Embalagem genérica de suplemento com destaque para os campos de lote e validade, ao lado de um símbolo de alerta sanitário.

O alerta atinge um lote específico: olhar apenas o nome da marca não basta. Em 3 de agosto de 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a apreensão do lote B25 2501951, com validade 08/27, do suplemento alimentar em cápsulas Omegafor Plus/Vitafor.

Segundo a Anvisa, a fabricante do produto original informou que não reconhece a fabricação desse lote e apresentou denúncia à Polícia Civil de Minas Gerais. A medida proíbe a fabricação, a venda, a divulgação e o uso das unidades identificadas. O comunicado foi publicado às 9h37 e atualizado às 18h28 do mesmo dia.

Quem comprou o produto, especialmente pela internet, deve comparar lote e validade, interromper o uso se os dados coincidirem e registrar a embalagem, a oferta e os documentos da compra antes de solicitar providências.

Qual é o lote apontado pela Anvisa como falsificado?

 
Informação Dado divulgado
Produto Omegafor Plus/Vitafor em cápsulas
Lote B25 2501951
Validade impressa 08/27, correspondente a agosto de 2027
Motivo da medida A fabricante do produto original informou não reconhecer a fabricação do lote
Determinação Apreensão e proibição de fabricação, venda, divulgação e uso
Ato relacionado Resolução-RE 3.012/2026

A comunicação oficial identifica esse lote e essa validade. Na fonte consultada, a Anvisa não estende a medida a todos os produtos Omegafor Plus nem acusa indistintamente outros lotes ou todos os vendedores. Portanto, a conferência precisa ser feita unidade por unidade.

Onde localizar o lote e a validade na embalagem

Os rótulos de suplementos alimentares devem apresentar, entre outras informações, o prazo de validade, a origem e o número do lote. A RDC 727/2022 determina que a identificação do lote seja visível, legível e indelével. Ela pode aparecer após a letra “L” ou ser indicada por datas de fabricação, embalagem ou validade, conforme os critérios previstos na norma.

Na prática, a posição da impressão pode variar conforme a embalagem. Examine:

  • o rótulo ao redor do pote;
  • a parte inferior e a parte superior do recipiente;
  • a tampa e a área próxima ao lacre;
  • eventuais etiquetas complementares;
  • a caixa externa, caso o produto tenha sido entregue dentro de uma.

A própria fabricante informa em sua página de perguntas frequentes que seus potes e caixas contêm dados de fabricação, validade e lote. A empresa também orienta o consumidor com dúvida sobre autenticidade a enviar fotos e confirmar o número do lote por seus canais oficiais.

Como fazer a comparação

  1. Procure expressões como “Lote”, “L”, “Validade”, “Val.”, “Vencimento” ou “Válido até”.
  2. Compare todos os caracteres do lote com B25 2501951.
  3. Confira se a validade indicada é 08/27.
  4. Verifique tanto o pote quanto a caixa, quando houver.
  5. Caso a impressão esteja apagada, sobreposta ou difícil de interpretar, não tente concluir pela aparência: fotografe e peça confirmação ao fabricante.

Código de barras, cor da tampa ou semelhança visual não substituem a verificação do lote. Uma embalagem pode reproduzir elementos do produto original, e a consulta de regularização sanitária informa a situação do produto na base da Anvisa, mas não autentica, sozinha, uma unidade física específica. Para confirmar a procedência do frasco, é necessário combinar a leitura do rótulo com a análise do fabricante.

Como fotografar a embalagem e preservar as provas

Antes de devolver, descartar ou entregar o produto a terceiros, monte um registro organizado. Esse checklist não é uma formalidade única exigida por lei, mas ajuda a demonstrar qual unidade foi recebida, de quem ela foi comprada e como a oferta foi apresentada.

Fotos do produto

Registre, de preferência sem filtros ou edições:

  • frente e verso do pote;
  • lote e validade em fotografia aproximada;
  • lote e validade em uma imagem mais ampla, mostrando que pertencem àquela embalagem;
  • tampa, lacre e fundo do recipiente;
  • lista de ingredientes e tabela nutricional;
  • dados do fabricante, distribuidor ou importador;
  • código de barras e eventual número de regularização;
  • caixa externa e etiqueta de transporte;
  • cápsulas e conteúdo apenas se a embalagem já estiver aberta — não é necessário abri-la exclusivamente para fotografar.

Mantenha os arquivos originais. Evite salvar somente versões recortadas ou enviadas por aplicativos, que podem perder resolução e informações de data.

Registro da oferta online

Faça capturas que mostrem:

  • nome e descrição do produto;
  • preço e quantidade;
  • identificação ou perfil do vendedor;
  • nome da plataforma;
  • número do pedido;
  • data da compra;
  • prazo e condições de entrega;
  • afirmações sobre originalidade, procedência ou emissão de nota fiscal;
  • endereço da página ou outro elemento que permita localizar a oferta;
  • mensagens trocadas com vendedor e plataforma.

Se o anúncio já tiver sido removido, salve as telas disponíveis no histórico do pedido, nos e-mails de confirmação e nas notificações recebidas.

Documentos que devem ser guardados

Separe em uma pasta:

  • nota ou cupom fiscal;
  • comprovante de pagamento;
  • confirmação do pedido;
  • boleto, fatura ou recibo;
  • código de rastreamento;
  • mensagens e protocolos de atendimento;
  • resposta do fabricante sobre a autenticidade;
  • pedido de cancelamento, reembolso ou contestação.

O Procon-SP recomenda exigir documentos relacionados à compra e, nos casos de suspeita envolvendo marketplaces, comunicar também a própria plataforma. O Consumidor.gov.br solicita documentos da relação de consumo, como nota fiscal, contrato e comprovantes de pagamento, para o registro de reclamações.

O que fazer se o lote e a validade coincidirem

1. Não use o produto

A determinação da Anvisa inclui a proibição de uso do lote apontado como falsificado. Separe a unidade dos demais suplementos para evitar consumo por engano e preserve a embalagem.

Produtos falsificados apresentam risco porque não há garantia confiável sobre sua origem, composição ou condições de conservação. A Anvisa já reforçou esse princípio em outros alertas envolvendo produtos falsificados.

2. Peça a confirmação do fabricante

Utilize o site oficial da fabricante, e não um telefone informado pelo próprio vendedor ou por mensagem recebida após a compra. Envie fotos nítidas do pote, da caixa, do lote e da validade.

A página de autenticidade da Vitafor informa que a análise pode exigir o número do lote e dados da nota fiscal, incluindo o CNPJ da loja.

3. Registre a ocorrência na plataforma de venda

Abra uma solicitação formal no histórico do pedido. Informe que o lote foi objeto de medida sanitária, anexe o comunicado da Anvisa e solicite a solução cabível, como cancelamento ou reembolso.

Evite limitar a conversa a mensagens privadas com o vendedor. Use também o canal oficial da plataforma, que gera número de protocolo e mantém o histórico vinculado à compra. O Procon-SP recomenda denunciar ofertas suspeitas nos canais de atendimento do marketplace.

4. Comunique a Anvisa e a Vigilância Sanitária

A Ouvidoria da Anvisa recebe denúncias e pedidos de providências pela plataforma Fala.BR. Na manifestação, inclua fotos, identificação do vendedor, plataforma, nota fiscal, número do pedido e resposta do fabricante, quando disponível.

A ocorrência também pode ser comunicada à Vigilância Sanitária estadual ou municipal. A própria Anvisa recomenda procurar o fabricante, a autoridade sanitária local e os canais da Agência quando houver suspeita de produto irregular ou falsificado.

5. Use os canais de defesa do consumidor

Se o fornecedor ou a plataforma não solucionarem o problema, registre a reclamação no Procon de sua região ou no Consumidor.gov.br, quando a empresa estiver disponível no serviço.

O Consumidor.gov.br é uma plataforma pública de interlocução entre consumidores e empresas, acompanhada pela Secretaria Nacional do Consumidor e pelos Procons.

Como consultar alertas sanitários da Anvisa

A Anvisa lançou, em 6 de julho de 2026, uma ferramenta de consulta de alertas sanitários integrada ao seu portal. O sistema permite pesquisar por:

  • número do alerta;
  • área de atuação;
  • data de publicação;
  • nome do produto;
  • número de regularização;
  • palavras-chave.

Também é possível cadastrar um endereço de e-mail para receber novos alertas.

Para acompanhar este caso, pesquise pelo nome Omegafor Plus, pela data 3 de agosto de 2026 ou por palavras-chave relacionadas à falsificação. Caso o resultado ainda não esteja disponível na ferramenta, consulte o comunicado publicado na área de notícias da Anvisa e a Resolução-RE 3.012/2026 indicada pela Agência.

Separadamente, o portal de alimentos da Anvisa permite conferir se um suplemento registrado ou notificado aparece como ativo na base sanitária. Essa consulta é útil para verificar a regularização do produto declarado no rótulo, mas não elimina a necessidade de confirmar a autenticidade de uma embalagem suspeita.

E se o produto já tiver sido consumido?

A medida oficial não informa a composição real das unidades apontadas como falsificadas nem permite avaliar o risco individual de quem já as utilizou. Guarde a embalagem e os dados da compra.

Em caso de mal-estar ou preocupação após o consumo, procure um serviço de saúde e apresente o frasco, o lote e a validade. Os Centros de Informação e Assistência Toxicológica prestam orientação à população e aos profissionais de saúde em regime permanente.

Este conteúdo não faz diagnóstico nem substitui avaliação profissional.

Perguntas frequentes

Todos os lotes de Omegafor Plus foram proibidos?

O comunicado consultado identifica o lote B25 2501951, validade 08/27. A fonte oficial não amplia a medida a todos os lotes do produto.

O lote coincide, mas a validade é diferente. Posso usar?

Não conclua que a unidade é autêntica apenas porque um dos dados difere. Suspenda a utilização enquanto houver dúvida e envie fotografias ao fabricante para confirmação.

A embalagem parece original. Isso é suficiente?

Não. O alerta surgiu justamente porque unidades não reconhecidas pela fabricante estavam sendo divulgadas e vendidas pela internet. A comparação precisa incluir o lote, a validade, a procedência da compra e a confirmação do fabricante.

Devo jogar o produto fora?

Não descarte antes de registrar as informações e consultar a plataforma, o fabricante ou a autoridade sanitária. A embalagem pode ser necessária para análise, denúncia, devolução ou comprovação da compra.

Salve o alerta e acompanhe as fontes oficiais

Salve o número B25 2501951 e a validade 08/27, preserve os comprovantes e acesse a consulta oficial de alertas sanitários da Anvisa. Como medidas de fiscalização podem ser atualizadas, volte ao comunicado antes de tomar providências posteriores.

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