Os balanços anuais publicados em 2026 permitem fazer uma comparação muito mais limpa entre Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo, mas a pergunta "quanto cada um deve?" não tem uma única resposta. Para evitar misturar períodos e conceitos, a data-base principal desta análise é 31 de dezembro de 2025. O ponto de partida é o passivo total reconhecido no balanço de cada entidade e, em seguida, entram as métricas alternativas que cada clube usa para explicar sua dívida.
Nessa fotografia comum, o Botafogo SAF apresenta o maior passivo total, de R$ 2,011 bilhões. O Vasco da Gama SAF aparece com cerca de R$ 1,096 bilhão. O Fluminense Football Club soma R$ 1,043 bilhão. No Flamengo, a resposta depende do perímetro: a controladora registra R$ 1,038 bilhão, enquanto o consolidado chega a R$ 1,264 bilhão porque incorpora a controlada Fla-Flu Serviços S.A., ligada à concessão do Maracanã.
Esses valores não formam, sozinhos, um ranking de saúde financeira. Passivo total inclui obrigações de naturezas diferentes e com vencimentos diferentes. Além disso, dívida líquida, endividamento operacional e valores sujeitos a recuperação judicial podem retirar, compensar ou remensurar parcelas que continuam aparecendo em outros conceitos. Comparar R$ 174 milhões de EOL do Flamengo com R$ 2,011 bilhões de passivo total do Botafogo, por exemplo, seria comparar duas réguas diferentes.
A primeira regra é comparar a mesma data e a mesma entidade
O rótulo "em 2026" descreve o momento em que os balanços de 2025 foram publicados e analisados. Para a comparação central, usar 31 de dezembro de 2025 é mais consistente do que juntar esse fechamento anual com números de junho de 2026 de apenas um clube. O Flamengo já publicou demonstrações do segundo trimestre de 2026, mas elas entram aqui apenas como atualização, não como base do ranking principal.
A entidade também precisa estar clara. Flamengo e Fluminense continuam sendo associações, embora tenham participação na Fla-Flu Serviços S.A. O Vasco analisado no balanço é a Vasco da Gama Sociedade Anônima do Futebol em Recuperação Judicial. O Botafogo analisado é a S.A.F. Botafogo. Somar, sem conciliação, números do clube associativo e da SAF pode duplicar obrigações transferidas, saldos entre partes relacionadas ou dívidas já assumidas por uma das estruturas.
No caso rubro-negro, a própria demonstração financeira mostra como o perímetro altera a manchete. Em 31 de dezembro de 2025, o passivo da controladora era R$ 1,038 bilhão. No consolidado, era R$ 1,264 bilhão. A diferença decorre de obrigações incorporadas pela consolidação, inclusive itens da empresa que opera a concessão do Maracanã. Por isso, quem compara a associação Flamengo com o Fluminense precisa dizer se está usando a controladora ou o grupo consolidado.
Passivo total, dívida financeira e dívida líquida não são sinônimos
Passivo total é a soma contábil das obrigações reconhecidas no balanço. Ele pode incluir fornecedores, parcelas de aquisição de atletas, impostos, obrigações trabalhistas, empréstimos, arrendamentos, provisões, adiantamentos de clientes e receitas recebidas antes de serem reconhecidas no resultado. É uma medida ampla do estoque de obrigações em uma data específica.
Dívida financeira é uma medida mais estreita. Normalmente olha empréstimos e financiamentos, mas pode deixar de fora parcelas relevantes para um clube de futebol, como compras de jogadores a prazo, tributos parcelados e acordos judiciais. O Fluminense ilustra bem isso: tinha apenas R$ 37,8 milhões em empréstimos e financiamentos no fim de 2025, mas seu passivo total superava R$ 1 bilhão.
Dívida líquida exige ainda mais cuidado porque não existe uma única fórmula obrigatória adotada por todos os clubes. Uma métrica pode descontar caixa; outra pode descontar também contas a receber; outra pode excluir adiantamentos, provisões ou valores sem desembolso financeiro imediato. Sem ler a definição, o número isolado não é comparável.
Flamengo: R$ 1,04 bi na controladora, R$ 1,26 bi no consolidado e EOL perto de R$ 174 mi
O balanço comparativo incluído nas demonstrações do segundo trimestre de 2026 confirma os valores de 31 de dezembro de 2025. O Flamengo tinha R$ 592,3 milhões de passivo circulante e R$ 445,9 milhões de não circulante na controladora, totalizando R$ 1,038 bilhão. No consolidado, eram R$ 646,6 milhões no curto prazo e R$ 616,9 milhões no longo prazo, totalizando R$ 1,264 bilhão.
A composição ajuda a entender por que esse total não deve ser confundido com a métrica de dívida que o clube costuma destacar. No consolidado, fornecedores e outras obrigações somavam R$ 572,3 milhões entre curto e longo prazo; impostos e contribuições sociais, R$ 232,7 milhões; obrigações trabalhistas e sociais, R$ 64,0 milhões. Havia ainda R$ 142,8 milhões em adiantamentos recebidos e R$ 179,5 milhões de outorga da concessão de uso de bem público.
O Flamengo monitora o Endividamento Operacional Líquido, o EOL. O próprio clube define esse indicador como obrigações com fornecedores, outros clubes, funcionários e governo, menos caixa e valores a receber de clientes e de outros clubes. Aplicando essa lógica aos saldos consolidados de 31 de dezembro de 2025, o indicador fica em aproximadamente R$ 174 milhões, número divulgado para o encerramento do exercício. É muito menor que o passivo total porque a fórmula compensa parte relevante das obrigações com recursos e recebíveis.
O clube informou faturamento bruto recorde de R$ 2,089 bilhões em 2025 e superávit superior a R$ 335 milhões. Isso não reduz automaticamente o passivo, mas dá contexto para a capacidade de geração de recursos. Já em 30 de junho de 2026, depois de um ciclo forte de investimentos no elenco, o EOL estava em R$ 280,2 milhões. Esse dado mais recente mostra por que a data-base precisa ser travada antes de comparar com os outros três clubes.
Fluminense: R$ 1,043 bi de passivo, com peso de tributos e compras de atletas
O Fluminense encerrou 2025 com R$ 483,8 milhões de passivo circulante e R$ 559,1 milhões de passivo não circulante. A soma, R$ 1,043 bilhão, é o passivo total reconhecido no balanço. O patrimônio líquido estava negativo em R$ 182,0 milhões, situação descrita nas demonstrações como passivo a descoberto.
A composição é decisiva. Os tributos parcelados somavam R$ 470,0 milhões. As contas a pagar por transferências de jogadores totalizavam R$ 244,2 milhões. Empréstimos e financiamentos eram R$ 37,8 milhões. A estrutura, portanto, é muito diferente de uma empresa em que a maior parte do endividamento vem de bancos.
Na divulgação de gestão, o Fluminense disse que a dívida chegou a R$ 1 bilhão e que, excluído o valor a pagar pelo investimento em jogadores, ficou em R$ 812 milhões. Esse R$ 812 milhões não é obtido simplesmente subtraindo os R$ 244,2 milhões de contas a pagar por atletas do passivo total de R$ 1,043 bilhão, operação que resultaria em cerca de R$ 799 milhões. A diferença é um aviso prático: "dívida" em apresentação gerencial pode usar ajustes que não aparecem no título da métrica. Sem a memória de cálculo, não deve ser tratada como sinônimo automático de passivo total.
O clube registrou receita operacional líquida de R$ 758,5 milhões e superávit de R$ 51,6 milhões em 2025. Em sua comunicação, informou faturamento bruto superior a R$ 1 bilhão quando consideradas as demais linhas que compõem sua apresentação de receitas. De novo, receita operacional líquida e faturamento bruto não são a mesma coluna.
Há ainda uma ressalva de auditoria relevante para qualquer comparação. A BDO apontou, entre outros temas, contingências classificadas como perda provável que excediam em aproximadamente R$ 34,2 milhões a provisão reconhecida. O auditor também registrou um tratamento contábil relacionado à Futebol Forte União que, em sua avaliação, superavaliava ativos e subavaliava o resultado e o patrimônio líquido em R$ 110,4 milhões. Isso não torna o balanço inútil; significa que o grau de precisão da leitura precisa incorporar a opinião do auditor.
Vasco SAF: R$ 1,096 bi de passivo, mas a recuperação judicial muda o valor contábil de parte da dívida
A Vasco da Gama SAF encerrou 2025 com cerca de R$ 384,5 milhões de passivo circulante e R$ 711,8 milhões de passivo não circulante, total de aproximadamente R$ 1,096 bilhão. O patrimônio líquido permaneceu negativo em cerca de R$ 647,5 milhões.
O ponto mais importante é a recuperação judicial. As obrigações sujeitas ao plano somavam R$ 457,9 milhões em valor nominal, sendo aproximadamente R$ 11,1 milhões no curto prazo e R$ 446,7 milhões no longo prazo. Depois de deságios previstos no plano e ajuste a valor presente, o valor contábil dessas obrigações ficou perto de R$ 219,5 milhões. Assim, duas manchetes podem citar R$ 457,9 milhões e R$ 219,5 milhões sem que uma delas esteja, por si só, errada: uma fala do crédito nominal sujeito ao plano, a outra do valor reconhecido no balanço depois dos efeitos da reestruturação.
O resultado de 2025 também precisa dessa nota de rodapé. A SAF apresentou lucro de R$ 81,2 milhões, mas o parecer do Conselho Fiscal registrou que, sem os efeitos contábeis do plano de recuperação judicial, o exercício teria apresentado prejuízo da ordem de R$ 232 milhões. É um exemplo de como reestruturação financeira pode alterar fortemente o resultado de um ano sem significar, por si só, que a operação corrente passou a gerar caixa suficiente.
As divulgações sobre receita também mostram por que a coluna precisa ter nome completo. A demonstração de resultado apontou receita operacional líquida de cerca de R$ 413,8 milhões, enquanto somas mais amplas de operação e transações com atletas produzem números maiores nas apresentações e reportagens sobre o balanço. Para comparar capacidade de pagamento, o ideal é usar a mesma definição de receita entre todos os clubes, não a maior manchete disponível para cada um.
O relatório de auditoria do Vasco veio com ressalvas e limitações sobre diversas rubricas que não puderam ser integralmente verificadas dentro do prazo de emissão. Isso precisa acompanhar qualquer número apresentado como fotografia definitiva da SAF em 31 de dezembro de 2025.
Botafogo SAF: R$ 2,011 bi no balanço final e por que também circulou R$ 2,753 bi
As demonstrações financeiras finais da S.A.F. Botafogo registraram R$ 1,348 bilhão de passivo circulante e R$ 662,8 milhões de passivo não circulante em 31 de dezembro de 2025. O passivo total consolidado foi R$ 2,011 bilhões. O patrimônio líquido era negativo em R$ 431,9 milhões.
A pressão de curto prazo é um traço central desse balanço: cerca de dois terços do passivo estava classificado no circulante. Entre as maiores rubricas consolidadas estavam fornecedores e contas a pagar, que somavam R$ 1,168 bilhão entre curto e longo prazo, e obrigações tributárias de aproximadamente R$ 401,0 milhões. Havia também R$ 227,0 milhões de receita diferida entre curto e longo prazo, item que ajuda a explicar por que alguns discursos de gestão apresentam uma "dívida ajustada" inferior ao passivo total.
Antes da publicação das demonstrações finais, um laudo de avaliação econômica elaborado pela Meden Consultoria e divulgado em abril apresentou outro quadro: R$ 1,643 bilhão de passivo circulante e R$ 1,110 bilhão de não circulante, total de R$ 2,753 bilhões. O balanço anual disponibilizado no fim de abril trouxe R$ 2,011 bilhões. Como são documentos de finalidades e estágios de fechamento diferentes, o número do laudo não deve ser misturado com o balanço final como se fosse a mesma fotografia contábil.
Na demonstração de resultado de 2025, a receita operacional bruta foi R$ 655,0 milhões e as receitas de transações de direitos de atletas, R$ 733,4 milhões. Somadas, essas duas linhas brutas chegam a cerca de R$ 1,388 bilhão, base para a comunicação de faturamento ao redor de R$ 1,4 bilhão. O prejuízo do exercício foi R$ 290,9 milhões.
A ressalva mais forte entre os quatro casos está no relatório do auditor do Botafogo. A BDO se absteve de expressar opinião porque informou não ter obtido evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar uma conclusão. Entre os pontos citados estavam incertezas sobre continuidade operacional, confirmações externas de instituições financeiras e partes relacionadas e recuperabilidade de contas a receber de empresas relacionadas. Portanto, o R$ 2,011 bilhões é o valor apresentado nas demonstrações finais, mas a confiabilidade da mensuração deve ser lida junto com a abstenção de opinião.
Então, quem deve mais?
Se a régua for exclusivamente o passivo total reconhecido nas demonstrações de 31 de dezembro de 2025, a ordem começa pelo Botafogo SAF, com R$ 2,011 bilhões. Depois vem o Flamengo consolidado, com R$ 1,264 bilhão, caso o perímetro inclua a controlada da concessão do Maracanã. O Vasco SAF aparece com aproximadamente R$ 1,096 bilhão. Fluminense, com R$ 1,043 bilhão, e Flamengo controladora, com R$ 1,038 bilhão, ficam muito próximos em valor nominal.
Essa ordem muda de significado quando a entidade ou a métrica muda. Se a comparação do Flamengo usar somente a controladora, ele sai de R$ 1,264 bilhão para R$ 1,038 bilhão. Se alguém trocar passivo total por EOL, o Flamengo aparece perto de R$ 174 milhões no fim de 2025. Se o Vasco for analisado apenas pelo valor contábil das dívidas sujeitas à recuperação judicial, surge R$ 219,5 milhões, mas isso não substitui o passivo total da SAF. Se o Botafogo for medido pelo laudo divulgado antes das demonstrações finais, surge R$ 2,753 bilhões, documento que não é equivalente ao balanço publicado depois.
Por isso, o ranking responsável precisa carregar cinco rótulos junto de cada número: data-base, conceito contábil, entidade abrangida, definição de receita usada para contexto e fonte. Quando houver auditoria com ressalva ou abstenção de opinião, esse status também deve aparecer. Sem essas informações, a comparação pode ser matematicamente correta e editorialmente enganosa.
O que R$ 1 bilhão de passivo pode esconder
Dois clubes com passivo ao redor de R$ 1 bilhão podem ter pressões financeiras muito diferentes. Uma obrigação tributária parcelada por muitos anos não tem o mesmo efeito de caixa que uma compra de atleta vencendo em meses. Um adiantamento de receita pode ser passivo contábil sem representar uma conta bancária a pagar no mesmo sentido de um empréstimo. Uma dívida renegociada em recuperação judicial pode manter valor nominal alto e carregar valor contábil menor depois de deságio e desconto a valor presente.
Também é preciso olhar o outro lado do balanço. Caixa, contas a receber, ativos de atletas, imóveis e investimentos influenciam a capacidade de absorver obrigações, mas não devem ser descontados do passivo sem uma fórmula explícita. É exatamente por isso que o EOL do Flamengo produz uma cifra tão distante do passivo total: o indicador deduz caixa e recebíveis dentro de uma metodologia definida pelo próprio clube.
Receita é outra dimensão, não um substituto para dívida. Receita mede fluxo ao longo de um período; passivo mede estoque de obrigações em uma data. Um clube pode faturar muito e ainda carregar passivo alto, ou ter passivo menor e baixa geração de caixa. Para transformar os números em diagnóstico de sustentabilidade, seria necessário ir além desta comparação e analisar vencimentos, geração operacional de caixa, ativos líquidos, custo financeiro e capacidade de refinanciamento.
Método para ler os próximos rankings sem cair na armadilha do número único
A forma mais segura de conferir um ranking é começar pela demonstração financeira e localizar a data do balanço. Depois, identificar se o número pertence à associação, à SAF, à controladora ou ao consolidado. Em seguida, verificar se a coluna é passivo total, empréstimos, dívida líquida, endividamento operacional ou crédito sujeito a algum plano de recuperação. Só depois vale comparar a receita, usando a mesma definição e o mesmo período.
A data de publicação também importa. O caso do Botafogo mostra como um laudo divulgado semanas antes do balanço final pode continuar circulando depois que a demonstração anual apresenta outro passivo. O caso do Flamengo mostra o problema inverso: um dado de junho de 2026 pode ser mais novo, mas não deve ser colocado na mesma linha de números dos rivais fechados em dezembro de 2025 sem aviso.
Com essa disciplina, a pergunta "quem deve mais?" deixa de ser uma disputa de manchetes e vira uma comparação auditável. Na base comum de 31 de dezembro de 2025, o Botafogo SAF tem o maior passivo total apresentado. Mas o que realmente diferencia os quatro é a composição, o prazo, o perímetro societário e a qualidade da evidência contábil por trás de cada cifra.
Fontes primárias e notas de rastreabilidade
Flamengo. Relatório de Transparência e Demonstrações Financeiras do 2º trimestre de 2026, com balanço comparativo de 31 de dezembro de 2025 e definição do EOL. Fonte oficial: https://images.flamengo.com.br/public/arquivos/transparencia/17/1785444905014.pdf. Página de transparência: https://www.flamengo.com.br/transparencia/demonstracoes-financeiras. Acesso em 19 de agosto de 2026.
Fluminense Football Club. Demonstrações contábeis de 2025 e relatório do auditor independente. Fonte oficial disponibilizada na transparência da federação: https://static.fferj.com.br/media/upload/transparencia/0f1fc1ce61a e4dab9e640564f25be792.pdf. Comunicação oficial do clube sobre o balanço: https://www.fluminense.com.br/noticia/fluminense-divulga-balanco-com-receita-recorde-de-r-1-bilhao-superavit-pe lo-quarto-ano-seguido-e-investimento-inedito-em-jogadores. Acesso em 19 de agosto de 2026.
Vasco da Gama SAF. Demonstrações contábeis de 2025. Fonte oficial: https://media.vasco.com.br/static/2026/04/VASCO_DEMONSTRACOES_CONTABEIS_2025_.pdf. Página oficial de transparência: https://vasco.com.br/transparencia/. Para conferência das cifras do relatório em formato navegável, foi consultado também o ge em https://ge.globo.com/futebol/times/vasco/noticia/2026/05/01/vasco-div ulga-balanco-financeiro-da-saf-com-aumento-da-receita-e-divida-superior-a-r-1-bilhao.ghtml. Acesso em 19 de
agosto de 2026.
S.A.F. Botafogo. Demonstrações financeiras de 2025. Fonte oficial: https://static.botafogo.com.br/upload/downloads/0bd2ba736f7044bba40f7c01acf69ae8.pdf. Comunicado oficial: https://www.botafogo.com.br/noticias/balanco-2025. Para distinguir o laudo de avaliação divulgado antes das demonstrações finais, foi consultado o registro do ge em https://ge.globo.com/futebol/times/botafogo/noticia/2026 /04/11/laudo-aponta-divida-a-curto-prazo-de-r-16-bilhao-e-prejuizo-operacional-em-2025-no-botafogo.ghtml. Acesso em 19 de agosto de 2026.
Os valores foram arredondados no texto para facilitar a leitura, preservando as cifras exatas quando elas são decisivas para a comparação. O critério principal é o passivo total reconhecido em 31 de dezembro de 2025; métricas gerenciais, ajustes de recuperação judicial e números de documentos preliminares aparecem separados para evitar equivalência indevida.





